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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Implantação de shopping, prestação de serviço e setor mineral impulsionam economia e atraem migração

O comércio, a prestação de serviço e a extração mineral são as principais atividades econômicas do município de Parauapebas, na região sul do Estado do Pará. Essas atividades impulsionam o crescimento não só econômico da cidade, mas também o demográfico. Com base nos últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município chega ao número de aproximadamente 200 mil habitantes. Com isso, a cidade está no patamar de médio porte.
O ritmo vertiginoso de crescimento reflete na expansão de loteamentos e conjuntos residenciais populares, no aumento do comércio varejista e na implantação de novos projetos de mineração. A migração de pessoas de outros municípios e Estados, principalmente da região Nordeste do País, também é frequente para a região. Os loteamentos e conjunto residenciais populares em construção estão distribuídos às margens de várias vias da cidade. A maioria é intermediada pelo programa "Minha casa, minha vida", do governo federal. A administração municipal estima a conclusão de duas mil habitações até o próximo ano.
Os dados da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Parauapebas (Acip) mostram que o comércio representa de 25% a 30%, ou seja, algo em torno de um quarto da arrecadação municipal. Os números saltam na prestação de serviços e correspondem entre 50% e 60% da atividade econômica de Parauapebas. O percentual é resultado das atividades geradas pela mineradora Vale e por empresas de médio e pequeno porte sediadas no município.
A Acip tem, atualmente, 700 empresários filiados. No entanto, o presidente da associação, Oriovaldo Mateus, estima que são aproximadamente 6 mil comerciantes, distribuídos entre formais e informais na cidade. Com a abertura de novos empreendimentos no ramo do varejo, é ampliada a oferta de emprego e a geração de renda na região. Oriovaldo acredita que a implantação de projetos na área da mineração, em junho e julho, vai impulsionar os empregos no setor da prestação de serviços.
"A movimentação de investimentos que será injetada na região entre junho de 2011 e 2015 está estimada em 24 bilhões de dólares. Até o ano de 2014, serão necessários 30 mil trabalhadores para atender a demanda por aqui. Cerca de 70% do efetivo é da nossa região", afirmou o presidente da Acip.
Apesar dos bons indicadores que a cidade possui, ampliação do comércio e da prestação de serviços ocasiona a escassez de mão de obra qualificada para atuar nos setores, conforme lembrou Oriovaldo. Ele estimou que o número de trabalhadores sem qualificação e não capacitados esteja entre 15% e 20% no comércio de Parauapebas. O presidente acredita que pode levar até dois anos para que a cidade consiga novos trabalhadores qualificados.
"O problema (da falta de qualificação) ocorre em todos os cargos. Muitos trabalhadores qualificados se demitiram para ir trabalhar no shopping. Estamos buscando novos funcionários, o que deve voltar ao normal entre um e dois anos. Será uma nova safra de vendedores, atendentes, técnicos administrativos, na parte de segurança, entre outros cargos", explicou Mateus.
Investimento terá retorno em oito anos
Os índices de crescimento a passos largos de Parauapebas foram um dos atrativos para a instalação do Unique Shopping na região. É o primeiro empreendimento varejista das regiões sul e sudeste do Estado, que deve atender a demanda de consumidores que se deslocavam à capital paraense e a Imperatriz (MA) para fazer compras, além de municípios paraenses como Eldorado dos Carajás, Xinguara, Água Azul do Norte, Canaã dos Carajás, Marabá e Curionópolis.
O presidente do shopping, André Agostinho, acredita que o retorno do investimento deve ser alcançado em oito anos. O empreendimento foi calculado em R$ 52 milhões, sendo R$ 30 milhões adquiridos junto ao Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO) do Banco da Amazônia e os outros R$ 22 milhões captados pela iniciativa privada. O shopping foi aberto no mês passado e deve gerar 3.500 empregos diretos e indiretos, além de um faturamento interno inicial de R$ 10 milhões, conforme estimativas da superintendência do shopping.
Com o pleno funcionamento das 115 lojas, a superintendência estima o faturamento externo em torno dos R$ 20 milhões mensais. Do total de lojas, 35% dos lojistas são da região. A expectativa é alcançar 50% do empresariado local. André disse que o shopping foi projetado para uma cidade de médio porte e que apresenta ritmo contínuo de crescimento. Outros shoppings da marca Unique estão previstos para Marabá e Paragominas, segundo adiantou o presidente.
O superintendente Telmo Mendes disse que existe a reserva de 15% do comércio para a demanda de empresários posterior à inauguração. Ele não descartou as chances de ampliação do empreendimento no futuro. Apesar da distância dos grandes centros de fabricação e distribuição, Mendes avaliou que os custos com logísticas não devem influenciar nos preços de venda. "Esperamos algo em torno de 3.500 pessoas por dia. Por mês, dá em média 150 mil pessoas. É uma qualificação para o comércio e um produto diferenciado que vai agradar o público das classes C a A", afirmou.
Produção se espalha por várias cidades
Na avaliação do professor Gilberto Marques, da Universidade Federal do Pará (UFPA), o crescimento econômico de cidades como Parauapebas e Marabá decorre diretamente do aumento da demanda internacional de minerais, o que impulsiona investimentos de grupos econômicos de capital nacional e internacional. "O Pará vive um novo ‘boom’ da grande exploração mineral, onde uma das características que o diferencia do processo existente até os anos de 1990, é que até então esta produção era localizada em algumas poucas cidades, como Parauapebas, Marabá, Oriximiná e Barcarena. Atualmente, a produção mineral se generalizou atingindo dezenas de novas cidades, como é o caso de Juruti, no oeste do Estado", avalia o professor do programa de pós-graduação da Faculdade de Economia da UFPA.
De acordo com Gilberto, os novos investimentos, sejam nas cidades que já abrigavam exploração mineral ou em outros municípios, estimulam novos investimentos diretos ou indiretos ligados à mineração, dinamizando a economia local. São eles: fornecimento de equipamentos, serviços e comércio. Essas cidades são polos de crescimento econômico e de expansão dos volumes de produção econômica. Entretanto, ele explica que o desenvolvimento é mais complexo e difícil de ser alcançado, o que pressupõe a melhoria de indicadores sociais.
"Um dos maiores PIBs (Produto Interno Bruto) do Pará convive com problemas sociais dos mais variados, incluindo desde o atendimento público de saúde até problemas infraestruturais. Parauapebas tem 42% de incidência de pobreza sobre sua população; a violência é acentuada e a expansão demográfica cresce acima dos índices nacional e estadual, gerando pressão por novos ou mais serviços públicos que nem sempre o governo consegue dispor. Uma cidade de aproximadamente 30 anos, a contar do estabelecimento da exploração ferrífera, já apresenta uma população que superou o montante de 150 mil habitantes", esclarece o doutor em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Profissionais devem chegar À região
Para o prefeito de Parauapebas, Darci Lermen, a chegada do empreendimento varejista pode atrair profissionais para a região, como os da área da saúde que não eram atraídos pelo fato de não ter atrativos de uma cidade de grande porte. Além disso, o prefeito não descartou a formação de parcerias com a iniciativa privada para melhorar o acesso à área do shopping por meio do transporte público. Foram incluídas, inicialmente, 38 vans no trajeto de ida e volta ao shopping em parceira com uma cooperativa local.
Apesar de pouco afastado do centro comercial de Parauapebas, Darci acredita que a área onde o empreendimento está localizado será um novo centro para o município, principalmente após as construções de residenciais às proximidades. Na avaliação do prefeito, os empresários perceberam as peculiaridades da região, por isso os investimentos para a construção do shopping.

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